A Polícia Federal em
Pernambuco, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta
quarta-feira (26) a Operação Mamon, que investiga um suposto esquema de fraude
em contratações públicas, corrupção, lavagem de dinheiro e organização
criminosa. Ao todo, estão sendo cumpridos 35 mandados de busca e apreensão e
dois mandados de prisão preventiva.
Segundo a PF, a investigação
apura possíveis irregularidades em contratos firmados por uma Organização da
Sociedade Civil (OSC) com entes públicos municipais. Os contratos investigados
incluem serviços na área da saúde e teriam apresentado indícios de
direcionamento de procedimentos de contratação e movimentação atípica de
recursos públicos.
As apurações também
apontaram o possível uso de pessoas físicas e jurídicas para ocultar a
destinação de valores recebidos pela entidade. De acordo com a investigação,
foi identificado um padrão recorrente de saques em espécie de valores elevados
a partir das contas do instituto investigado.
Também foram encontrados
indícios de mecanismos que poderiam dificultar o rastreamento dos recursos.
Entre eles estão movimentações financeiras entre pessoas físicas e jurídicas
relacionadas aos fatos investigados, depósitos fracionados em espécie e transferências
consideradas atípicas.
Os mandados de busca e
apreensão são cumpridos em Caruaru (PE), Bonito (PE), Palmares (PE) , Agrestina
(PE), João Pessoa (PB) e Curitiba (PR).
A investigação continua com
a análise do material apreendido durante a operação. A Polícia Federal não
informou, nas informações divulgadas, os nomes dos investigados ou da
organização envolvida.
Segundo a Polícia Federal, o
nome Mamon faz referência a um termo de origem bíblica associado a dinheiro,
riqueza e ganância, relacionado à avareza e à cobiça. G1.


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