Uma operação deflagrada
nesta quinta-feira (18) pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN)
colocou Pernambuco no centro das investigações sobre um suposto esquema de
exploração irregular de apostas online que pode ter movimentado bilhões de reais
em diversos estados do país.
Batizada de “Conto da
Sorte”, a ação foi realizada simultaneamente em Pernambuco, São Paulo e Ceará,
com atuação conjunta da Receita Federal e apoio dos Ministérios Públicos
estaduais e das forças policiais locais. Em Pernambuco, as diligências contaram
ainda com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime
Organizado (GAECO/PE).
As investigações apuram a
prática de crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa, exploração de
jogos de azar e loterias não autorizadas, induzimento à especulação e crimes
contra as relações de consumo.
De acordo com o Ministério
Público do Rio Grande do Norte, o grupo investigado utilizava a Lotseridó,
órgão criado pela Prefeitura de Bodó, no interior potiguar, como uma espécie de
“âncora” para conferir aparência de legalidade a dezenas de plataformas de
apostas operadas em âmbito nacional.
A operação é resultado de
uma investigação iniciada a partir de análises técnicas da Secretaria de
Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda. O trabalho contou
ainda com a colaboração da Receita Federal do Brasil e dos Ministérios Públicos
de Pernambuco, São Paulo e Ceará.
Em Pernambuco, o GAECO/PE
prestou apoio às ações, reforçando a atuação integrada no combate a
organizações criminosas que utilizam o ambiente digital para movimentar
recursos de origem suspeita.
As autoridades buscam reunir
provas para identificar os responsáveis pelo esquema e dimensionar o volume
financeiro movimentado pelas plataformas investigadas. O Ministério Público não
divulgou, até o momento, o número de mandados cumpridos nem os nomes dos
envolvidos.
A operação “Conto da Sorte”
amplia a ofensiva das autoridades brasileiras contra o mercado ilegal de
apostas online, que vem sendo alvo de crescente fiscalização diante da suspeita
de utilização dessas plataformas para práticas de lavagem de dinheiro e outras
atividades criminosas. Jardim do Agreste.


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