A conta de luz ficou mais
cara em Pernambuco. O aumento entrou em vigor na quarta-feira (29) e foi
aplicado após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovar um
reajuste médio de 4,25% nos valores cobrados no estado (veja vídeo abaixo).
Além disso, o órgão regulador anunciou bandeira amarela (saiba mais abaixo).
Em Pernambuco, a medida
afeta 4,3 milhões de pessoas, atendidas pela Neoenergia. Segundo a
concessionária, a mudança começa a ser observada na tarifa referente ao consumo
do mês de maio.
De acordo com a empresa de
distribuição elétrica, o percentual de aumento varia conforme a classificação
do cliente:
para os consumidores de
baixa tensão, caso da maioria das residências, os reajustes giram em torno de
3,41%;
os clientes de alta tensão,
como indústrias e comércio de médio e grande portes, têm um incremento de
7,19%.
Ainda segundo a Neoenergia,
os custos de encargos setoriais, regulamentados pela Aneel para financiar
políticas públicas, contribuem com 2,08% no índice de reajuste.
Já os custos com transmissão
e geração de energia correspondem a 2,29% no índice, totalizando 4,37%. Além
disso, há os custos de componentes financeiros, que tiveram efeito de 0,32% no
índice final.
Imagem de arquivo mostra
lâmpada apagada em residência — Foto: Leandro Matozo/TV Globo
Imagem de arquivo mostra
lâmpada apagada em residência — Foto: Leandro Matozo/TV Globo
Bandeira amarela
Na sexta-feira (24), a Aneel
anunciou também a adoção da bandeira tarifária amarela para o mês de maio. Isso
representa um adicional de R$ 1,88 a cada 100kWh na tarifa.
A bandeira tarifária
sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a
geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas.
Em uma residência com consumo de 187kWh, por exemplo – como foi a média residencial em fevereiro, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética –, a bandeira amarela significaria um valor adicional de R$ 3,52 na fatura.
Entre janeiro e abril, a bandeira tarifária foi mantida na cor verde, devido a índices considerados satisfatórios nos reservatórios das usinas hidrelétricas.
A Aneel registrou, no
entanto, que há uma "redução de chuvas na transição do período chuvoso
para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de
usinas termelétricas, com custo mais elevado".G1.


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