Terminou na madrugada do
último sábado (7), no Recife, o julgamento de Bernadete de Lourdes Britto
Siqueira Rocha e José Vicente Pereira Cardoso da Silva, acusados de encomendar
e articular a Chacina de Poção, ocorrida em 2015, no Agreste de Pernambuco.
Após três dias de júri popular, ambos foram condenados por quatro homicídios
qualificados e por atuação em grupo de extermínio.
segunda-feira, 09 de
fevereiro de 2026
Terminou na madrugada do
último sábado (7), no Recife, o julgamento de Bernadete de Lourdes Britto
Siqueira Rocha e José Vicente Pereira Cardoso da Silva, acusados de encomendar
e articular a Chacina de Poção, ocorrida em 2015, no Agreste de Pernambuco. Após
três dias de júri popular, ambos foram condenados por quatro homicídios
qualificados e por atuação em grupo de extermínio.
Bernadete foi condenada a
142 anos, 5 meses e 16 dias de reclusão. Já José Vicente recebeu pena de 67
anos, 3 meses e 8 dias de prisão, reduzida pela metade devido à idade — ele tem
mais de 70 anos.
Segundo a acusação,
Bernadete, avó paterna da única sobrevivente do ataque, foi a mandante do
crime, motivado por uma disputa judicial pela guarda da neta. José Vicente,
ex-diretor da Penitenciária de Arcoverde, foi apontado como o articulador da
chacina, responsável por contratar os executores.
As vítimas foram os
conselheiros tutelares José Daniel Farias Monteiro, Lindenberg Nóbrega de
Vasconcelos e Carmem Lúcia da Silva, além de Ana Rita Venâncio, avó materna da
criança
Outros condenados
Ao todo, sete pessoas foram acusadas de envolvimento no crime. Já haviam sido condenados anteriormente:
Égon Augusto Nunes de Oliveira – 101 anos e 4 meses de prisão
Orivaldo Godê de Oliveira – 101 anos e 4 meses
Ednaldo Afonso da Silva – 12 anos e 6 meses
Wellington Silvestre dos Santos – 74 anos
O julgamento de Leandro José da Silva foi adiado a pedido da defesa e ainda não tem nova data marcada.
Relembre o caso
A chacina ocorreu na noite de 6 de fevereiro de 2015, no Sítio Cafundó, zona rural do município de Poção. As vítimas estavam em um carro quando foram surpreendidas por uma emboscada. Uma menina de três anos sobreviveu ao ataque, mas ficou ferida.
De acordo com as investigações, o crime foi planejado em razão da disputa pela guarda da criança, dividida entre as famílias materna e paterna. Bernadete também chegou a ser investigada por suspeita de envolvimento no envenenamento da nora, mãe da menina.
As investigações foram
concluídas em abril de 2015, com sete pessoas indiciadas. O pai da criança
chegou a ser preso na época, mas não foi indiciado. Agreste VI03IENT0.


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