Do corpo de Adriana, queimado pelo marido, só restou um dente e fragmentos ósseos_
A vigilante Adriana da Silva Lima, de 42 anos, foi
assassinada pelo marido, Valdir José dos Santos, de 40 anos, na zona rural de
Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco. O crime teria sido motivado por ciúmes e
acontecido nesta quinta-feira (12).
A discussão aconteceu em uma construção. Valdir contou em
depoimento à Polícia Civil nesta sexta-feira (13), que teria empurrado Adriana
e ela teria batido com a cabeça em um pedaço de madeira, que perfurou a nuca e
provocou o óbito. Após assassiná-lá, Valdir queimou o corpo de Adriana para se
desfazer do cadáver.
A família desconfiou do desaparecimento de Adriana, após
ela não comparecer ao trabalho pela manhã e não atender o telefone. Procurado
pelos pais de Adriana, Valdir teria dito que a esposa teria ficado em casa,
quando ele saiu para trabalhar.
“Nem o enterro dela a gente pode fazer, por que não
sobrou nada da minha filha ”, lamentou Joselina Luzia, mãe da vítima contesta a
versão do autor do crime. “Ele diz que foi um acidente, mas a gente acredita
que tudo estava premeditado, por que ele levou pneus e gasolina para o local do
crime”, contou em entrevista ao Portal BJ1 Notícias. Adriana é mãe de dois
adolescentes, frutos de outro relacionamento.
De acordo com a Polícia Civil, Valdir teria ido à delegacia
acompanhado de um irmão, para tentar encobrir o crime, no entanto, acabou
entrando em contradição após ser questionado pelo delegado sobre o paradeiro da
vítima. Valdir foi levado ao local do crime e terminou confessando que matou
Adriana.
Valdir foi autuado em flagrante delito por homicídio
qualificado como feminicídio e ocultação de cadáver e deve passar por audiência
de custódia neste sábado (14). Os restos mortais de Adriana foram levados para
o Instituto de Criminalística de Caruaru.
BJ1


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