Começou, nesta terça-feira (22), a audiência de
instrução e julgamento de Marcelo da Silva, de 40 anos, acusado
do homicídio da menina Beatriz Angélica Mota,
morta em dezembro de 2015, aos 7 anos, em Petrolina, no Sertão
de Pernambuco.
Segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE),
durante a fase de instrução, que será realizada na Vara do Tribunal do
Júri da Comarca de Petrolina, serão ouvidas testemunhas e
apresentadas as provas do crime. Na ocasião, está previsto
o depoimento do acusado, que poderá escolher o direito de ficar em
silêncio.
O TJPE informou ainda que, após encerrada a
audiência, a acusação, que será representada pelo Ministério Público, e
a defesa do réu vão se manifestar e, em seguida, haverá a
decisão se o réu será submetido ou não a júri popular.
Em janeiro deste ano, Marcelo da Silva foi apontado
como autor do assassinato após análises do banco de perfis genéticos do
Instituto de Genética Forense Eduardo Campos identificar o DNA
recolhido na faca utilizada no crime.
Durante confrontação de perfis genéticos do banco,
chegou-se ao DNA do suspeito, que, na época, estava preso em uma
unidade prisional do Estado por outros crimes e confessou ter matado a menina
Beatriz ao ser ouvido pelos delegados da Força Tarefa. No último mês de setembro,
Marcelo da Silva foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público de Pernambuco
(MPPE), por homicídio triplamente qualificado.
Relembre o crime
A menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, foi encontrada
morta dentro do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, no Sertão do
Estado, em 10 de dezembro de 2015. Ela foi alvo de 42 golpes de faca dentro de
um depósito de material esportivo da escola.
Beatriz estava em uma festa de encerramento do ano letivo
na escola com a família e se afastou para beber água. Ela desapareceu e seu
corpo foi encontrado 40 minutos depois. Fonte: Agreste Violento


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