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Saiba como identificar se uma blitz de trânsito é verdadeira


Os motoristas devem ficar atentos para identificar se as blitzes de trânsito são verdadeiras. No sábado (19), sete policiais militares foram presos por realizar uma falsa fiscalização em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, no Grande Recife. 

Procurados pelo G1, a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informaram que adotam medidas padronizadas para garantir a segurança da fiscalização. 

Por meio de nota, a SES, que coordena a Operação Lei Seca, informou que, desde 2011, realiza os bloqueios viários de fiscalização em vans informatizadas e devidamente caracterizadas com a logomarca da operação. Ao todo, mais de 2,5 milhões de pessoas foram abordadas em Pernambuco. 

Em cada fiscalização, trabalham três técnicos da SES, quatro agentes do Detran e quatro policiais militares, todos uniformizados e identificados. As estruturas da Operação Lei Seca contam com reboque, viaturas, motos e um carro do Detran. 

Segundo a Secretaria de Saúde, os motoristas devem observar que os policiais militares fazem a triagem e abordagem aos veículos e a busca pessoal aos condutores. Eles consultam na Central de Operações Lei Seca a existência de qualquer pendência junto ao sistema judiciário. 

Os agentes do Detran aplicam o teste de alcoolemia no condutor e checam a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), além de preencher o auto de infração, em caso de alguma irregularidade. 

Os técnicos da Secretaria Estadual de Saúde acompanham os procedimentos e preenchem formulários com dados da fiscalização, como quantidade de veículos, testes realizados, informações do condutor e reboques efetivados. 

A Operação Lei Seca conta com quatro equipes educativas. Cada uma é composta por quatro pessoas com deficiência e dois auxiliares, que ajudam na condução dos deficientes e na entrega de panfletos e fôlderes educativos. 

A ação ocorre em bares e pontos de aglomeração, como forma de evitar que os condutores dirijam após o consumo de álcool. Também acontece em escolas, universidades, empresas e associações por meio de seminários e palestras.

Detran
Em 2018, o Detran-PE realizou 6,3 mil operações de trânsito. De acordo com o diretor de engenharia do órgão, Sérgio Lins, os agentes são obrigados a se apresentar de uniforme preto e com identificação de fácil visualização, como crachá.

As viaturas, nas operações do Detran, devem ter sempre as luzes ligadas, facilitando a identificação dos motoristas que são abordados nas ruas e estradas.

“Qualquer infração aplicada por um agente do Detran deve ter o número da matrícula e a assinatura do profissional. Caso a pessoa identifique a falta de um desses componentes, deve procurar o órgão de trânsito e terá a infração considerada nula”, afirma Lins.

O diretor do Detran informou que foi solicitada ao governo do estado a confecção de uma carteirinha de policiamento viário. “É mais uma segurança para quem está na rua e para facilitar a circulação do profissional por órgãos públicos”, diz.

PRF
Por meio da assessoria de comunicação, a Polícia Rodoviária Federal informou que as blitzes da corporação são realizadas em rodovias federais, as BRs. Em todas elas, os policiais e as viaturas são identificados pelo nome ou pela sigla da instituição.

Existem as abordagens de fiscalização de veículos e condutores, além de ações de combate ao crime. A corporação também faz o combate à alcoolemia por meio do uso do etilômetro, conhecido como bafômetro.

PM
A Polícia Militar não detalhou como são realizadas as blitzes. Por meio da assessoria de comunicação, afirmou que a população deve procurar a corporação para fazer denúncias em casos de cobranças e solicitações abusivas em operações policiais.

Crime
A investigação contra os policiais militares que fizeram a falsa blitz apontou que eles paravam de dez a 15 carros por noite nas supostas ações de fiscalização e cobravam entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil para liberar os motoristas, sempre em dinheiro. Eles foram presos, em flagrante, na noite do sábado (19).

A denúncia chegou às autoridades no final de 2018 e uma operação foi montada para flagrar o esquema. A SDS informou que eles foram autuados por concussão, que é a extorsão praticada por servidores públicos, contra condutores abordados em blitz. 

Os militares são do 18º Batalhão, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Em nota, o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, apontou que os policiais podem ser excluídos da PM, após procedimento administrativo disciplinar. As investigações seguem em busca de outras vítimas.
Fonte: G1 Caruaru