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Ministro do STF defende sistema eleitoral e diz que 'democracia do Brasil é a maior do mundo'


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu, na manhã desta sexta-feira (19), a segurança e a idoneidade do sistema de votação do Brasil. Durante um evento sobre os 30 anos da constituição brasileira, na Expo Dom Pedro, em Campinas (SP), o magistrado ainda afirmou que a democracia do país não corre riscos e está entre as maiores do mundo em número de eleitores e participantes. 

"Eu tenho certeza que qualquer um dos dois [Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT)] deverá ter essa grande finalidade de unir o país para um futuro melhor. Não há nenhum risco à democracia. Quero ressaltar que o Brasil é uma das maiores democracias do mundo. Em número de eleitores, acaba só perdendo para Estados Unidos e Índia. Mas, em número de participantes, é a maior", disse. 

O ministro do STF, que foi um dos convidados do evento organizado pela Faculdade Unità, disse que que a Justiça Eleitoral do Brasil é "extremamente preparada" e o sistema de votação é o mais avançado do mundo, além de ser o único onde o eleitor conhece o vencedor no mesmo dia da eleição.

Reforma política
Durante o discurso sobre a constituição brasileira de 1988, o ministro Alexandre de Moraes defendeu o texto do documento e disse que, à época, não houve previsão sobre a falta de prestígio que o Legislativo teria 30 anos depois. Segundo ele, para recuperar o fortalecimento do congresso nacional, a reforma política é a ainda mais urgente do que as mudanças tributária, previdenciária e fiscal.  

"Nada disso vai sair do lugar se não se fizer uma reforma política séria. Uma reforma política que ao mesmo tempo que fortaleça os partidos políticos, fortaleça a ligação entre eleitor e o escolhido. Entre representado e representante. A situação ficou tão ruim, mas tão fácil pros partidos, que todos os partidos, seja de extrema esquerda ou extrema direita, são na maioria dos assuntos são politicamente corretos. Porque não tem ideologia mais, misturaram um monte de partido", explicou. 

Além de criticar a quantidade de partido presente no congresso nacional e na configuração política brasileira, o jurista ainda apontou que a falta de oposição no país prejudica a alternância de poder. "No Brasil, da atual Câmara, não a que foi eleita, nós temos 27 partidos com representação na Câmara. A maioria dos partidos apoiava a presidente Dilma [Rouseff]. Quando ela é derrubada, pela oposição, a maioria continuou, sob o manto falso da governabilidade, o Brasil não criou oposição. Oposição no Brasil é tão importante quanto a situação, porque ela cobra", afirmou. 

O evento acontece durante toda a sexta-feira (19) e terá também a presença de outro ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Fux.
 Fonte: G1