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Alunos de instituições públicas de Belo Jardim recebem formação em robótica



Essencial para o desenvolvimento econômico e social, a educação é uma importante aliada na busca pela inovação tecnológica, contribuindo para a construção de uma sociedade plural, criativa e dedicada à formação de novos cidadãos. Criado com esse princípio, para dar oportunidade a jovens interessados em tecnologia, o projeto Território do Fazer – Centro de Robótica vai iniciar, nos dias 24 e 25 de julho, quatro novas turmas de robótica para alunos de 14 a 18 anos em Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco.

São contemplados, ao todo, 100 estudantes da Escola Técnica Estadual (ETE), do Instituto Federal de Ciência, Tecnologia e Educação (IFPE) e de escolas públicas municipais. A iniciativa, que está no segundo ano de realização, é fruto de uma parceria entre a Robolivre, empresa pernambucana que promove ações de educação em robótica, e o ICM, organização de investimento social privado mantido pelo GM.

Das quatro turmas, duas são de Formação de Multiplicadores, sendo uma para alunos de nível técnico e outra para os que cursam o Ensino Médio em escolas estaduais. As outras duas são voltadas para adolescentes que estão no Ensino Fundamental II nas escolas municipais Professor Antenor Vieira de Mello, que fica na periferia da cidade; e Vereador Joaquim Medeiros, localizada na zona rural. Para as turmas de níveis técnico e médio, as aulas são realizadas em um Centro Colaborativo de robótica no Instituto Conceição Moura. Já para as do Ensino Fundamental, os encontros acontecem nas unidades onde os alunos estudam, em laboratórios montados pela organização.

O objetivo da ação é tornar a escola um espaço de colaboração e estímulo à criatividade. “O projeto de robótica foi pensado por ser uma metodologia com potencial de tornar a escola mais atrativa e ao mesmo tempo desafiadora para os alunos. O que pode contribuir para a redução da evasão escolar, a infrequência e a elevação dos resultados de aprendizagem, três grandes desafios atuais da educação”. 

Durante a formação, que segue até a metade do próximo ano, são abordadas técnicas de montagem de robôs com estímulo para a criação de tecnologias direcionadas à resolução de problemas da comunidade. “Ao longo do curso, nós mostramos aos alunos como a tecnologia pode trazer soluções para o dia a dia, e os estudantes são levados a desenvolver projetos que proporcionem melhorias para a rotina deles”, ressalta o coordenador de Projetos da Robolivre, Henri Coelho.

Com essa metodologia, o jovem se sente motivado a tomar iniciativa e pensar ações de interesse para toda a população, encontrando na robótica uma possibilidade de crescer profissionalmente. “Nossa intenção é formar multiplicadores, pessoas que sejam capazes de transmitir o conhecimento que adquiriram durante o curso para outros jovens. E isso abre caminhos para o aluno planejar a própria carreira”, afirma Henri Coelho.

Robolivre – A Plataforma Robolivre foi criada em 2005, ajudando a desmistificar a ideia de que a tecnologia é algo inacessível e difícil de fazer. A empresa tem como missão mostrar que a robótica pode e deve ser desenvolvida por qualquer pessoa, independentemente de ter ou não formação na área. Para isso, a companhia atua em instituições a partir da implantação de laboratórios, formação de grupos de pesquisa em robótica e capacitação de profissionais.

Os projetos desenvolvidos favorecem o desenvolvimento educacional, cultural e socioambiental de crianças e jovens da cidade. As ações acontecem de forma integrada e em parceria com o Poder Público e instituições privadas, articulando competências, ferramentas e métodos para desenvolver jovens, apoiando-os na superação dos desafios da vida pessoal e na atuação cidadã, tendo em vista a construção de uma comunidade engajada na busca por soluções.