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TV BOA ESPERANÇA

'Presenciei todo tipo de horror', diz homem sobre superlotação do HRA após passar 36 dias esperando por cirurgia

Todos os dias, por meio dos canais de comunicação, chegam mensagens de relatos, desabafos e denúncias de pacientes, famílias e profissionais que retratam como está a situação da saúde no Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru, no Agreste de Pernambuco.     

A resposta do Governo de Pernambuco será divulgada na quinta-feira (5), quando a última reportagem da série "Saúde em Xeque", da TV Asa Branca. 
De acordo com a Secretaria Estaudal de Saúde, o Hospital Regional do Agreste Doutor Waldemiro Ferreira, realiza mais de 7,3 mil internações hospitalares por ano. Os procedimentos ambulatoriais passam dos 115 mil. Ainda segundo a secretaria, a unidade é destinada ao atendimento de emergência e é referência em trauma de alta complexidade, e conta com 225 leitos, sendo 19 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos.    

A estrutura do HRA, que atende a demanda de 97 municípios das microregiões de Caruaru, Graranhuns, Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, tem apresentado muitos problemas ao logo dos anos. Problemas como estes têm sido mostrados nos telejornais. 

A fila por cirurgias ortopédicas é um problema recorrente. Em 2016, Ranielle Lucas, que trabalha atualmente em uma loja de produtos rurais, sefreu um acidente de moto. Ele passou mais de um mês à espera de cirurgia no HRA, uma experiência que ele não esquece.  

"Foi um terror. Presenciei todo tipo de horror, gente esfaqueada, foi um horror", Ranielle Lucas. 

Ranielle esperou 36 dias pela cirurgia. Inicialmente, ele ficou e uma cadeira de rodas, depois conseguiram uma maca no corredor, e só após um período de 15 dias é que ele foi para um leito. Porém, ele não precisava de cirurgia, e esperou em vão esse tempo todo.    

"A enfermeira chegou com a papelada e disse que eu estava de alta, que não tinha mais cirurgia, que só precisava marcar sessões de fisioterapia. Esperei todo esse tempo em vão", ressaltou. Questionado sobre a quê ele atribuiria o ocorrido no HRA, se seria pela falta de médicos, ele afirma que tinha médicos, mas que atribuia à falta de respeito com o ser humano.    

O retrato dessa falta de respeito não ficou no passado. Através de uma câmara escondida, a equipe de reportagem se deparou com corredores lotados de pacientes, pessoas em cadeiras e em macas por toda parte. No local, foi possível ver mais de dez respiradores amontoados, camas, macas e cadeiras sem manutenção, problemas no circuito de eletricidade e infiltração, máquinas paradas e lixos.    

A lista de problemas é grande e, por causa disso, um relatório tem sido feito em uma parceria entre várias intituições, entre elas a Ordem de Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho Gestor do HRA, para dar transparência às ações do hospital e buscar soluções para os problemas. 
Carlos Roberto é membro do Conselho Gestor do HRA e também dá plantões como auxiliar de enfermagem. Ele vive na pele as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde. "O tratamento começa com um antibiótico no paciente, aí o remédio não tem mais, e eles têm que mudar, e o paciente vai adquirindo resistência aos antibióticos", afirmou.   

O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) também recebe reclamações da categoria sobre a situação no HRA. O diretor regional do Simepe, Paulo Maciel, falou sobre os problemas do local. "Falta de pagamento, de estrutura, de condições de trabalho. É uma sensação de frustação para o profissional", disse o médico.    

Enquanto os problemas não se resolvem, a população segue sem um serviço de saúde digno. Francisco Santos é doutor em Saúde Pública pela Fiocruz. Para ele, o Brasil não tem um investimento em saúde adequado. "O Brasil gasta 3,7 % do Produto Interno Bruto (PIB) em saúde, outros países gastam entre 9% a 12%. Nenhum país cresce sem investimento público e o Brasil deixou de investir na saúde", destacou. Fonte: G1 Caruaru