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Na base da raça, Náutico vence o Bahia por 1 a 0 e segue vivo na Copa do Nordeste

O pulso alvirrubro ainda pulsa na Copa do Nordeste. Em mais uma partida na temporada com cara de decisão, o Náutico voltou a mostrar um futebol competitivo e venceu o Bahia por 1 a 0 neste sábado, na Arena de Pernambuco. Resultado que manteve as esperanças alvirrubras de uma inédita classificação às quartas de final do Regional. Agora com quatro pontos, o Náutico está a dois do Bahia, vice-líder. O primeiro colocado é o Botafogo-PB que visita amanhã o lanterna Altos, no Piauí. 

Porém, diante da maratona de decisões que tem pela frente, o Náutico não se pode dar o direito de comemorar. Isso porque, na quarta-feira, faz o jogo de volta da Copa do Brasil contra o Cuiabá, na Arena Pantanal, valendo uma cota de R$ 1,8 milhão.  Já no dia 18, recebe o Afogados, na Arena de Pernambuco, pelo jogo único das quartas de final do Campeonato Pernambucano.    

O jogo 
Para a partida, o técnico Roberto Fernandes promoveu duas novidades na equipe, com as entradas dos volantes Wendel, que enfim fez a sua estreia, e Jobson, essa de forma surpreendente já que o jogador sequer vinha sendo utilizado no chamado “time alternativo”. Assim, Josa foi para o banco de reservas e o treinador abdicou do esquema com dois atacantes abertos, recuando Wallace Pernambucano para a armação no meio de campo e deixando apenas Ortigoza e Robinho à frente.  

A alteração tinha como principal intuito melhorar o passe na transição de defesa para o ataque, ciente de que o Bahia, pela maior qualidade técnica do seu elenco, mesmo fora de casa, procuraria tomar a iniciativa da partida. Deu certo. Apesar de um início com domínio dos visitantes, aos poucos a equipe alvirrubra conseguiu aplicar a estratégia traçada pelo seu treinador. Com Wendel e Jobson, de fato, melhorado a qualidade no passe do time. 

E assim, em uma descida rápida para o ataque, saiu o gol Timbu. Após jogada pela esquerda iniciada por Wendel, a bola foi cruzada na área e após Ortigoza não dominar, Robinho não deixou passar, chutando rasteiro, fora do alcance do goleiro Douglas. 

Com uma boa atuação, o Náutico poderia ter ampliado logo em seguida, após cruzamento da esquerda com Breno Calixto cabeceando perto da trave. Ainda houve outra chance de ampliar, com Wallace Pernambucano “furando” dentro da área após cruzamento de Jobson e Wendel mandando por cima na sequência. Tudo isso com 22 minutos. 

Porém, na segunda metade do primeiro tempo, inexplicavelmente, o Timbu deixou de trabalhar a bola com qualidade e passou a querer explorar lançamentos e dar chutões. Com isso, o Bahia cresceu. Esbarrando, porém, na boa marcação da defesa. Principalmente no zagueiro Breno Calixto, soberano por cima e por baixo.    

Segundo tempo 
Insatisfeito com a atuação do seu time no primeiro tempo, o técnico Guto Ferreira promoveu duas mudanças no Bahia na volta do intervalo, sacando o volante Élton e o atacante Kayke para as entradas dos avançados Júnior Brumado e Élber.  

A intenção era pressionar o Náutico e o empate só não veio no primeiro minuto graças ao goleiro Bruno, que fez duas excelentes defesas em sequência. Primeiro após chute Brumado e depois em finalização de Edigar Júnio. 

Encurralado, o Náutico a essa altura era um time apenas de contra-ataques. Foi o que aconteceu aos 14 minutos, quando em poucos passes a bola chegou a frente,com Ortigoza ajeitando para Jobson obrigar Douglas a trabalhar. Um respiro na pressão do Bahia. 

Aos 19 minutos, Roberto Fernandes desfez a sua surpresa inicial tirando do time Wendel e Jobson para as entradas de Josa e Medina. O Náutico assim voltava ao seu “modus operandi” original. A pressão do Bahia, no entanto, permaneceu. Mas usando uma gíria recente do futebol, o Náutico “soube sofrer”. E tinha Bruno. Aos 38 minutos, o goleiro alvirrubro fez um milagre na Arena ao defender, à queima-roupa dentro da pequena área, cabeçada de Júnior Brumado e garantir a primeira vitória Timbu no Nordestão.    

Ficha do jogo 
Náutico 
Bruno; Thiago Ennes, Breno Calixto, Camutanga e KevynNegretti, Jobson (Josa), Wendel (Medina) e Wallace Pernambucano; Robinho e Ortigoza (Rogerinho). Técnico: Roberto Fernandes. 
 
Bahia 
Douglas; Nino Paraíba, Tiago, Lucas Fonseca e Léo; Édson, Élton (Élber) (Allione) e Vinícius; Zé Rafael, Edigar Júnio e Kayke (Júnior Brumado). Técnico: Guto Ferreira. 

Local: Arena de Pernambuco 
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL) 
Assistentes: Rondinelle dos Santos e Esdras Mariano (ambos de AL) 
Gols: Robinho (10 min do 1) 
Cartões amarelos: Lucas Fonseca, Zé Rafael, Léo, Tiago (B), Wendel, Medina, Thiago Ennes e Kevyn  (N) 
Público: 4.054 
Renda: R$ 61.230