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Faca, apito e bola oval: pernambucano se divide entre açougue e campos de futebol

Vilanir de Souza Silva tem uma rotina quase normal. Acorda cedo todos os dias, vai para o trabalho e faz caminhada. Até aí, tudo bem. A diferença de Vila - como é conhecido na cidade de Arcoverde - para a maioria das pessoas é a quantidade e a diversidade das profissões. Além de açougueiro, o pernambucano de 42 anos também é árbitro de futebol e jogador de futebol americano.     

Há 22 anos, Vilanir trabalha em um açougue no município do Sertão do Estado. Fatia carnes das 7h30 às 19h30 e caminha aproximadamente 7 km por dia, antes ou depois do expediente. Alguns dias à noite e nos fins de semana, ele veste o uniforme para atuar nos campos de futebol como árbitro ou bandeirinha de campeonatos de futebol amador, rotina que mantém desde 2003. E, de um ano pra cá, ele se tornou Running Back do Arcoverde Templários, time de futebol americano da cidade. 
- Tem que ter muita força de vontade e dedicação para manter. Graças as Deus eu faço as três profissões com muito amor para não dar nada de errado. Quem não treina, não evolui - afirma Vilanir.    

A rotina é pesada nas três profissões, mas Vilanir elege uma como a mais difícil e explica o porquê.    

- A mais difícil é o futebol americano. É muita pancada, mas também é muita estratégia. Tem que aprender a se defender para não apanhar. Treino com o time todos os domingos. Quando tem jogo, treinamos mais de uma vez na semana. 
De pai para filho 
A vida nos campos amadores da região acabou inspirando o filho de Vilanir. Marcos Alexandre, de 19 anos, segue os passos do pai e já atua como árbitro e auxiliar. Os dois, às vezes, trabalham juntos.    

- Ele terminou o segundo grau e vai começar a faculdade de educação física. Se Deus quiser ele vai fazer o curso de arbitragem da Federção Pernambucana de Futebol (FPF) e atuar profissionalmente. 
Vila revela que tinha muita vontade de ser árbitro profissional, mas precisou optar entre fazer faculdade ou cuidar da família. Ele preferiu cuidar de casa e não se arrepende. Agora, vai ajudar o filho a realizar o sonho.    

- O dinheiro que nós ganhamos nos campos, o meu salário e o dele, será para pagar a faculdade. Vamos dividir e ele vai conseguir terminar o curso. 
Fonte: G1 Caruaru