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TV BOA ESPERANÇA

O que esperar do Palmeiras para 2018?


Esperou-se muito do Palmeiras em 2017, e o final das contas reservou um “ok” segundo lugar em um Campeonato Brasileiro de baixíssima competitividade. A expectativa para este ano não é (e não deveria mesmo ser) menor. A questão é como torcida, diretoria e time lidarão com ela.

Na temporada passada, o investimento milionário acabou jogando contra. Se a enorme expectativa teve um rosto, foi o de Miguel Borja. O consenso era de que o Palmeiras tinha montado uma seleção para ganhar tudo. Estava obrigado a ganhar. Não só não ganhou nada, como sofreu três eliminações traumáticas em mata-mata.

O atacante colombiano, um dos 13 reforços, chegou com a camisa de um dos maiores ídolos do clube (a 12 do ex-goleiro Marcos), o título de principal jogador do sul-americano do ano anterior e o peso de R$ 33 milhões em cima dos ombros. Sem conseguir corresponder, por pouco não saiu na primeira janela.

Como uma equipe tão cara não joga bem? Gastou-se errado? Pode ser, mas reforços que não encantaram, como o próprio Borja ou meia venezuelano Alejandro Guerra, ainda podem funcionar.

Além da cobrança gigantesca, que se misturou a uma soberba inconsciente, muita coisa levou ao insucesso no Palmeiras de 2017. Algumas lições ficaram escancaradas:

Apostar em um treinador jovem, de conceitos modernos, e demiti-lo cinco meses mais tarde é atestado de planejamento ruim. Ao menos em conversas informais, o que se ouve da diretoria é que Roger Machado terá tempo para trabalhar. Eduardo Baptista não teve.

Outra diferença é que, ao contrário do que foi feito com Eduardo, que começou o trabalho na Academia de Futebol em janeiro, Roger já teve contato com o elenco e membros da comissão técnica na última semana de novembro. Sai na frente.

Para evitar ou sanar problemas de vestiário (que não foram poucos com Felipe Melo, Cuca, Róger Guedes e companhia), haverá um fato novo: o agora ex-lateral Zé Roberto terá cargo na diretoria, uma voz “boleira” e respeitada para fazer o elo entre todas as partes.

Menos é mais. Desta vez, não será uma baciada de reforços. A diretoria manteve a base do time e fez contratações pontuais para posições mais carentes, como as duas laterais e o meio-de-campo.

Desafio dentro de campo
Ensinamentos do último ano à parte, o desafio de Roger Machado será grande. O novo técnico herda uma base vice-campeã brasileira, mas começará do zero a implantar suas ideias de futebol, ainda que já tenha dito ter gostado de alguns pontos da equipe que fechou a temporada sob comando interino de Alberto Valentim.

Até a estreia no Campeonato Paulista (em 18 de janeiro, contra o Santo André, na arena), serão duas semanas de pré-temporada para um pontapé inicial na tentativa de dar sua cara ao Palmeiras. O torcedor pode esperar um time que pressiona e gosta da bola.

Pode esperar ainda laterais menos problemáticas. O destro Marcos Rocha e o canhoto Diogo Barbosa, dois dos cinco reforços para 2018, vêm de boas temporadas e têm aprovação do treinador.

A maior esperança, no entanto, é certamente Lucas Lima. O ex-jogador do Santos e da seleção brasileira dá ao meio-de-campo um enorme salto de qualidade, provavelmente com Moisés (hoje dono da camisa 10) mais recuado, como segundo volante. Só que, como o último ano mostrou, a receita não é simples assim. Fonte:GE