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Jovem, mulher e da periferia por Edryelle Maria

O que falar desse personagem que, a cada dia vem crescendo e ocupando espaços com suas particularidades, que vem mostrando suas lutas e causando reflexões constantes nessa sociedade hipócrita e machista?     

Pois bem, vamos por parte.  A juventude é vista como um dos melhores períodos da vida. É nela, que muitos querem chegar e não desejam sair. É um momento de descobertas, de oportunidades, de novidades, de frio na barriga, de expectativas e de erros justificáveis.     

É o momento que mais se escuta a frase “aproveite a vida”. Por carregar tantas coisas, essa fase se torna confusa e insegura e necessitará de alguns ingredientes para um bom desenvolvimento, dentre elas estão: uma estrutura familiar, um meio social construtivo, bem como a garantia de direitos básicos para sobrevivência. Quando nos deparamos, com um meio social que não dispõe desses itens, todo esse cenário de juventude se transforma, pois essa ausência os coloca em situação de vulnerabilidade.     

E, se tratando da Mulher tudo fica pior. É sabido que, a história das mulheres trás resquícios de misoginia e sofrimentos, muitos justificados por uma sociedade em ordem para manter os traços elitistas e religiosos, ou em nome de um ventre sadio. Essas premissas para tal violência se dá, pela proteção da posição masculina, que em diversas culturas busca através da retórica machista perpetuar abusos contra a figura feminina, não importando os espaços por ela ocupados.     

A mulher, sobretudo jovem, representa ameaça e quando exposta, torna-se alvo de termos pejorativos, como por exemplo, rotulada “a caçadora de homens”, e por essa razão passa a ser combatida de diversas maneiras: exclusão social,  discriminação sexual, hostilidade, o patriarcado, ideias de privilégio masculino, a depreciação, violência física e objetivação sexual. Não só por seus algozes, mas em sua grande parte, pelas próprias mulheres, pois muitas destas absorveram através da história e do conservadorismo as mesmas práticas e discursos.    

Esse sujeito aqui apresentado trava enfrentamentos em seu período de juventude, batalha diariamente para se firmar como mulher, e, sobretudo, essa luta se torna constante, se nela estiver o desejo de ocupar espaços padronizados para elite. É nesse último que os assédios sexuais se intensificam, por ser vista como presa fácil, caracterizada com termos depreciativos reproduzidos a sua localização de moradia, ou seja, a “periferia”.     

A LUTA DA MULHER JOVEM E DA PERIFERIA É UMA GUERRA CONTRA TUDO E CONTRA TODOS, POIS A MISOGINIA PERSISTE!!! 
Edryelle Maria 
Militante Social em Belo Jardim - PE 
 23 de janeiro de 2018