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Temer vê 'terrorismo inadequado' em 'divulgações equivocadas' sobre reforma da Previdência

O presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira (5) que há um "terrorismo inadequado" sobre a reforma da Previdência. Temer discursou durante almoço com o presidente da Bolívia, Evo Morales, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.    

Durante o discurso, Temer disse que o presidente boliviano visita o Brasil em "um momento de profundas transformações" e explicou que está em diálogo com o Congresso e a sociedade para aprovar a reforma da Previdência.     

"O ponto central da reforma é estabelecer a idade mínima de aposentadoria de 65 para homens e 62 para mulheres. Muitas vezes, divulgações equivocadas falam que a mudança é para amanhã. Mas 65 anos é para daqui a 20 anos. De vez em quando espalham: 'olha, vão tomar a sua aposentadoria'. É um terrorismo inadequado", afirmou.    

A proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo ao Congresso em dezembro de 2016 foi aprovada pela comissão especial da Câmara em maio deste ano. Desde então, não avançou por falta de consenso entre os parlamentares.     

Diante disso, o governo articulou uma versão enxuta da reforma. O objetivo é conseguir apoio dos deputados para aprovar a proposta ainda em 2017. Por se tratar de emenda à Constituição, o texto exige os votos de ao menos 308 dos 513 deputados.  

Nesta terça, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que “cresceu muito a probabilidade” de o governo aprovar a reforma na Câmara. Segundo o ministro, é possível concluir a votação da proposta em dois turnos ainda em dezembro. A bancada do PMDB decidiu fechar questão em relação à aprovação da proposta, informou o Blog do Camarotti.     

Rodrigo Maia     
Ao comentar o assunto nesta terça, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse discordar das pessoas que avaliam que um deputado pode perder votos em 2018 por se posicionar a favor da reforma da Previdência. 
Para Maia, a aprovação da reforma trará impacto positivo em setores da economia, com a redução do desemprego, o que refletirá na percepção da sociedade.    

"Aqueles que acreditam que não votar a Previdência vai significar maiores possibilidades eleitorais estão enganados", disse.  O presidente da Câmara afirmou, ainda, ter "muita esperança" de que o projeto seja votado pela Casa ainda neste ano.     

Questionado sobre se será possível votar a reforma em plenário já na próxima semana, ele respondeu: "Vamos fazer a conta primeiro para ver se tem número. A gente não vai a voto sem número." 
Senado  Também nesta terça, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse que, ainda que a Câmara aprove a reforma da Previdência na próxima semana, não haverá tempo para o Senado votar o tema ainda neste ano.    

"Este ano não tem mais tempo para votar aqui [no Senado]. Este ano não há tempo porque isso é matéria para ser votada em dois turnos, tem que passar em comissões, tem que haver debate", declarou.  Questionado sobre se o Senado terá condições de analisar a reforma a partir de fevereiro do ano que vem, Eunício disse somente: "Vamos ver".    

"Eu não sei nem se a Câmara vai votar ou não vai votar. Então eu não posso pautar uma matéria que não existe aqui, não chegou ao Senado", completou.  
* Colaboraram Bernardo Caram e Gustavo Garcia, do G1, em Brasília