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Violência policial no fim do Mimo revolta público do festival


A organização do Mimo divulgou, na madrugada deste domingo (19), uma nota de repúdio contra a ação da polícia militar durante o encerramento do evento. De acordo com o comunicado, publicado nas redes sociais do festival, as autoridades agiram "de forma truculenta" na direção das pessoas (incluindo "jovens, mulheres e crianças") que estavam deixando a Praça do Carmo, onde foi montado o principal polo de shows.

Pessoas que estavam no local relatam a PM utilizou bombas de efeito moral e spray de pimenta contra o público na ação, que ocorreu por volta das 22h. O Mimo afirma que tinha as autorizações necessárias da Prefeitura de Olinda, Polícia Militar, Polícia Civil e da Ciatur (Companhia Independente de Apoio ao Turista) para dispersar o público somente até as 23h. Frequentadores afirmam que a intervenção se deu enquanto uma roda de coco era realizada.

"Totalmente absurdo o que aconteceu. Estou até agora cuidando do meu namorado que teve uma alergia ao spray de pimenta que foi jogado no olho dele diretamente, deixando ele cego por alguns instantes. Na véspera do dia da consciência negra a polícia reprimindo o coco em Olinda, violentando pessoas negras inocentes. Tô revoltada", comentou  a usuária Bárbara Sarinho. "Todos estavam dançando coco quando a PM chegou pegando instrumento, querendo prender alguns, foi lançado spray de pimenta em todo mundo, pessoas passaram mal, mulheres foram agredidas! Censura Nunca Mais!", relatou Lcx Vieira. "Estou em choque com o que vi. E a imagem daquele momento pertuba minha mente", completou Ilka Graziela.

"O MIMO Festival repudia qualquer manifestação de violência e repressão desnecessária e exige das autoridades uma apuração de responsabilidade deste inaceitável comportamento. O festival, que nasceu na cidade-patrimônio há 14 anos, é realizado com programação gratuita e dissemina arte e cultura de forma democrática. Jamais assistiu a uma situação semelhante e não compactua com esta atitude, que é contrária a tudo o que o festival representa e cultiva", diz a nota.

O Viver entrou em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Militar e com a Prefeitura de Olinda. Ambos se comprometeram a enviar esclarecimentos.

Atualização:

"A Prefeitura de Olinda pontua que deu todo suporte para a realização do Mimo Festival 2017, com a ação integrada de várias secretarias no intuito de apoiar o evento que acontece na cidade desde 2004", diz a nota da gestão municipal de Olinda.  Fonte: Diario de Pernambuco