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Dr. Evandro Mauro, Os ausentes


OS AUSENTES

Quando olhamos a política através das lentes de uma paixão/ideologia, essa política que se vê é necessariamente um reflexo alterado pela própria lente da paixão ideológica. E em Belo Jardim todos vemos a situação com uma ideologia política, seja qual for, seja que partido for, conscientemente ou não aqui toda visão de política é carregada com as alterações particulares de cada um. Disso podemos concluir que as ideologias partidárias – aquelas que as temos como verdades críveis escritas com a própria caneta de Deus -, não passam de impressões vagas, às vezes certas, às vezes não.

O conflito ideológico partidário, com a maturidade que lhe deve ser deferida, é sobre tudo fruto da saúde democrática. A beleza da disputa de ideias é a medida da ambição humana de supera-se, as ideias quando deixam de se contrapor e partem para o confronto, tornam-se um veneno mortal.

O resultado das eleições de 2 de julho é uma decorrência da visão do debate partidário que ainda temos, se certo ou errada, depende da lente ideológica que dispomos. É saudável que a haja a alternância de uma visão política para outra, de modo a estar sempre se buscando o equilíbrio democrático. O essencial é que o fanatismo seja afastado de qualquer debate, pois é ele o veneno letal que corrompe todas as lentes das paixões.

Talvez, ainda, o que mais contribua para pobreza ideológica partidária que rodeia nossa política, seja a ausência de muitos. Há um ditado grego que diz: “Os ausentes nunca têm razão”. Isso é fato. A democracia, o debate, as ideias, precisa de cada um, que cada um adquira sua lente e participe, a final, o que atinge a sociedade a cada um de nós atingirá, pois somos ela própria.

O que vale, ao final, é não estar ausente quando alguém vai decidir por nós. E eles decidirão por nós, escolherão por nós, comandarão por nós. E a nós, ausentes, caberá somente lamentar.

Texto: Dr. Evandro Mauro