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Após restauração, tumba de Jesus corre risco de desabar


A Edícula, um santuário que, segundo a tradição, abriga a caverna onde Jesus foi enterrado, passou recentemente por um projeto de restauração que custou US$ 4 milhões (cerca de R$ 13 milhões) e foi aberto ao público em 22 de março de 2017. Porém, pesquisadores alertam que o local está correndo risco de colapso, depois de uma pesquisa feita usando um radar de solo penetrante e câmeras robóticas, onde foram encontradas evidências de que as fundações da Edícula se encontram nos escombros da arquitetura esquecida.

A equipe que liderou o trabalho de restauração disse que as fundações são tão instáveis que, de repente, elas podem ceder. “Se o piso ceder, o desastre não será um processo lento, mas catastrófico”, explicou, Antonia Moropoulou, da Universidade Técnica Nacional de Atenas (NTUA) ao jornal britânico Daily Mail.

Partes da construção são fixadas sobre uma rocha íngreme e inclinada, uma vez que o local pertencia a uma pedreira antiga, e a argamassa da fundação do túmulo desmoronou após décadas de exposição à umidade. A pesquisa também identificou túneis secretos e canais que correm diretamente sob a tumba. Uma trincheira de 2,4 metros de profundidade escavada ao sul do santuário na década de 1960, fica logo abaixo de uma laje de concreto onde os visitantes formam a fila para observar o recém-restaurado local sagrado.

O Patriarca Ortodoxo Grego, Teófilo III, de Jerusalém, em seu discurso à cerimônia de reabertura, chamou a restauração “não só de um presente para nossa Terra Santa, mas para o mundo inteiro”. Pela primeira vez em mais de dois séculos, o santuário, concluído em 1810 ao redor do túmulo, foi restaurado.

Mas os pesquisadores estão agora pedindo mais US$ 6,5 milhões (R$ 20 milhões) para corrigir as fundações rachadas em torno do local. Eles planejam remover a pavimentação de pedra precária em torno da tumba e escavar para instalar novos esgotos e drenagem de águas pluviais. O projeto de restauração recentemente concluído removeu a gaiola de ferro construída em torno do santuário pelas autoridades britânicas em 1947 para reforçar as paredes na fachada do santuário.

O fundo concedeu inicialmente US$ 1,4 milhão (R$ 4,3 milhões) para a restauração, graças a uma doação feita pela viúva do fundador da Atlantic Records. O rei da Jordânia, Abdullah II, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, também contribuíram com cerca de 150 mil euros (R$ 500 mil) cada, além de outras doações particulares e religiosas. Fonte; Diario de Pernambuco